Domingo, 23 de Novembro de 2008

dump de código

Com os planos de mudança, terminei com o que restava da minha empresinha de hospedagem.

Desde que entrei no Google, não tive mais tempo para cuidar dela, só que até esse mês não havia tido ânimo para "pedir licença" para os clientes, pra poder desligar os servidores que restavam. Mas fiz isso finalmente. Estou feliz que vários deles foram devidamente "convertidos" para a Rimuhosting, meu antigo empregador.

Mas eu estou com muita dó de acabar com o painel de controle para hospedagem de DNS :-). Então eu liberei quase tudo que tinha escrito pra YourBase como GPL e coloquei no Google Code, com o nome de GeekDNS.

E, mais uma vez, morro de vergonha de ver o tanto de garranchos pytônicos que escrevi há um ano. Lição aprendida. Mesmo que se escreva um código pensando que ninguém além de você vai ler ou usar, faça como manda o figurino: escreva docstrings de métodos e classes, mantenha o estilo e não misture Português no código (ai que burro!).

Isso foi um mero dump de código que (realmente) não vai ser útil pra ninguém, mas quem sabe no futuro vou ter tempo de tornar o software mais genérico, e usá-lo como base (de código livre) para um outro serviço gratuito de hospedagem de DNS, visto que a YB já era.

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Aos desenvolvedores de software livre que estiverem em BH nessa quinta-feira

Reuniãozinha informal no Google em Belo Horizonte, nessa quinta-feira, 18:30.

Se você desenvolve seu próprio pequeno projeto, ou faz parte de projetos maiores (Linux, Ubuntu, etc), será muito bem-vindo.

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Quem vem me visitar?

Como contei em primeira mão (uhu!) para os amigos twitos, estou de mudança. Eu, Carla e nosso bichano Élvis vamos de mala e cuia para Zurich, na Suíca. Ou melhor, voltaremos de mala e cuia, pois estamos aqui agora.

Yves em ZurichEssa é a milionésima vez que nos mudamos desde 2003 (BSB -> GYN -> BSB -> BHZ), mas tomara que dessa vez seja algo definitivo (ou por pelo menos 2 anos, pô!). Fizemos uma escolha bem cuidadosa da cidade onde queremos morar, pra evitar arrependimentos no jogo.

Por quê Zurich?


Entre as opções, Zurich sempre foi a mais bem cotada, e acabamos decindo nos mudar pra cá.

Pra mim, Zurich venceu não só por ter tantos amigos morando aqui, ou de mudança pra cá, mas também por ser uma cidade muito organizada e bem localizada (olha o mapa).

Minhas experiências com Belo Horizonte, a metrópole caótica, e Sydney, a cidade onde-Judas-perdeu-as-botas, me fizeram querer evitar cidades populosas demais ou distantes demais. Apesar de muitas qualidades, BH é muito violenta e bagunçada, se comparada a Brasília ou até Goiânia. Já Sydney me dá preguiça dos vôos intermináveis. Se eu fosse pra lá, nunca seria visitado por nenhum parente ou amigo :-(.

Outra coisa legal é o escritório do Google em Zurich, bem maluco.

Aprender Alemão, por outro lado, vai ser um desafio, mas eu adoro o idioma e sempre quis aprender. Como diria o filósofo, Das Buch ist auf dem Tisch.

Então: HTTP/1.1 301 Moved Permanently

Pois então, daqui uns dias voltamos pra BH para "encerrar as atividades" e voltar de vez daqui uns meses. Devemos passar esses últimos meses de 2008 no Brasil, mesmo.

Alguém me sugeriu comprar um monte de coisa no crediário das Casas Bahia, e distribuir a muama pros amigos e parentes, já que SERASA e SPC não chegam na Suíça. Tá difícil encontrar argumento contra... mas se fosse assim, eu preferia chamar os amigos pro boteco e fazer uma grande doação para os programas Bebe Brasil e Manguaça Cidadão. Era só pendurar tudo no cartão e no cheque especial :-).

Apesar de não poder fazer isso, sou totalmente favorável a bebespedir dos amigos em BH e, se der tempo, BSB. Pelo menos o Cesar eu sei que vai com certeza, como sempre. Não importa onde, quando, nem com quanta antecedência :-). "- Cesar, vamo ali tomar umas? - Beleza, tou indo!"

UPDATE: Carla tomou coragem e fez um anúncio público também. Publicou até um FAQ sobre a decisão :-).

Sábado, 4 de Outubro de 2008

Que mundo atrasado. Cadê os livros?


AHHHHHHhhhhhhhhh!!! Pra que servem as internetz se a maioria dos livros tradicionais ainda não podem ser baixados e lidos?

Eu quero viver num mundo em que eu possa pagar um dinheirinho e ter acesso instantâneo a qualquer livro já publicado. Exijo também que se crie um leitor de ebooks decente, que venda no mundo inteiro e com preço justo. Ô mundo atrasado.

Tem um bando de tecnologias meia-boca por aí que tentam ajudar, mas o mundo tá longe de ter algo no jeitinho que as pessoas querem.

1) O Safari da O'Reilly, além de ter um acervo limitado a livros técnicos de computação, é um pesadelo de usabilidade. É um terror rodando javascripts moderninhos só pra impedir que seja usável em dispositivos móveis. Pra que serve um serviço desse hoje em dia? Tenho acesso a um sub-conjunto de livros por ser membro da ACM, mas nunca mais usei o serviço por birra com a interface.

2) O Google Books é brochante. Tem muita coisa lá, o site poderia ser uma mão na roda, mas não se pode ler os livros inteiros nem pagando (livro gratuito não conta). Não precisa ser nenhum gênio pra compreender a razão do Books ser tão limitado.

2) A Amazon até que tá tentando, mas até agora não oferece um serviço independente para download de e-books. Pelo que sei, ela praticamente só oferece livros digitalizados para download via Kindle. Vender MP3 sem DRM foi um bom começo, senhora Amazon, mas cadê os livros em PDF sem DRM também? Será que ela não quer se canibalizar, ou as editoras precisariam ser mais prafrentex pra aceitarem essa forma de negócio?


3) Brinquei com o Kindle de um amigo recentemente. É um grande passo, mas ainda é um dispositivo com design tosco, lento e proibitivamente caro. Fora dos EUA é elefante branco, pois só funciona offline. O Sony Reader é mais barato, pelo menos.

4) Se existisse um ebook reader mais barato, com um bom acervo, o guverno não precisaria queimar dinheiro comprando notebooks pra criançada sem saber se isso causa mais dano do que benefício. Ler livros, por outro lado, já tá meio que provado que funciona. :-)

5) Ler livros em telefones celulares, PDAs e jogos portáteis (PSP, etc) não é a solução. A bateria dura pouco, a vista cansa, a tela é pequena e o fluxo de texto costuma ficar errado.

5) Onde as pessoas costumam marretar livros em redes P2P hoje em dia? Emule mesmo? Ando meio por fora.

Domingo, 28 de Setembro de 2008

Sobre o livro "The Limits of Power"

Seguindo a tradição do Daniel Uchida, vou despejar uns reviews de livros aqui. Vou começar pelo The Limits of Power: The End of American Exceptionalism.

Tá em inglês porque escrevi originalmente pra butar na Amazon.

Em resumo, eu recomendo a leitura, desde que você fique com um pé atrás com as afirmações corajosas do autor (um Coronel aposentado que é cumpanheiro de luta do Noam Chomsky).


Very interesting reading, but sometimes lacks references and misses key issues., September 19, 2008
By Yves Junqueira

This is a good book that people should read if they are interested in a critical outline of the US foreign policy.

The author is not afraid to show his positions right in the first lines, so don't expect a journalistic review of happenings or a scientific listing of evidences. The author wants to make a point: that the US foreign policy has been running to the wrong direction for a long time and the recent screw ups (Afghanistan and Iraq wars) are a continuation of what's being done for a few generations.

The basic argument is that the ideology of freedom has lead to exaggerated consumerism by the american people and to a feeling of "more is better". Since the US is not self sufficient in oil and other goods, it has been acting as an expansionist empire in order to sustain the "american way of life", specially since the post-WW2 golden era.

Bacevich discusses many bad consequences of the "global dominance" policy and makes one prediction: that this will end up badly for the US and its citizens.

Now, while I like reading a book where the author has strong convictions, I take them with a grain of salt. He makes many bold statements, like predicting how the future will look like, but without mentioning historical evidence or references to explain why.

As a history professor, he could have made use of stronger historical references to illustrate his argument that the "more is better" behavior and the consumerism are bad things in the long run. At the same time, he found time to discuss less important issues, like the psychological profile and personality of Paul Wolfowitz. I'm not saying I was expecting a scientific thesis, but that he just didn't convince me.

Andrew Bacevich says things look bad and will get worse, and not just from a military point of view. The "more is better" can't work in the long run, he says.

But one could argue that from a historical perspective the US economy is still in a very good shape. Also, moral and ecological issues aside, the strategy of acting as an expansionist empire is proven to be very successful, unfortunately, at least for some time. Even for several decades or centuries! I missed a more detailed discussion of this particular subject.

So if you want to see what's wrong with the US military operations and its foreign policy, you should read this book. It discusses many issues that are just plain wrong in the US, so it's really interesting (although the author doesn't always cite his sources or references, specially not for the White House tales, which really bothered me).

But whoever liked this book and would like to jump to something more dense, those should read "Tout empire périra" by Jean-Baptiste Duroselle. It describes a remarkable theory of how international empires are created, how they expand and why they always disappear. - A quick look at Amazon.com doesn't show any translation to English, but you may want to search again. It's really worth it. I read the Brazilian Portuguese version 6 years ago at the university - when the US was still an unquestionable hegemon - and it's still one of my preferred books of International Relations.


PS: minha nota no review foi 3/5, mas o justo era 4. O problema é que a média na Amazon estava 4,5, um grande exagero, então dei uma forçadinha pra baixo.

Sábado, 13 de Setembro de 2008

Que diabéisso? Adolescentes piradinhos em Sydney.

Já estou de volta a BH. Mas um último post sobre minha viagem a Sydney precisa ser feito.

Estava eu andando pelo centro de Sydney, quando aparecem uns adolescentes de máscara, ligam um somzinho bem alto, e começam a dançar. Acho que a música era em japonês, e a coreografia pelo jeito também ;-).


Domingo, 31 de Agosto de 2008

Em Sydney

Sydney é bem legal. Muito bonita e cosmopolita.

Apesar de estar trabalhando e de ter ficado resfriado, provavelmente por causa do ar super saudável do avião, ontem consegui dar uma voltinha pelo porto de Sydney. E alguns dias antes, saí pra beber (suco, claro!) com colegas, então até que o sacrifício não tá sendo a toa :-).

Na sexta-feira fomos na Chinatown daqui e comemos num restaurante Chinês. Me surpreendi com o tanto de pimenta, que eu adoro, mas que não encontramos nos restaurantes chineses abrasileirados. A gente exagerou no pedido. Veja ao lado que além dos 3 pratos principais, ainda veio uma marmitona de arroz estilo chinês, sem sal nem nada. Delícia. (Eu descobri que adoro tirar foto de comida, aliás).

Ontem um colega me levou pra uma volta. Passamos por Rock, um bairro antes decadente que, agora revitalizado, é muito bacana pra se passear, com muitos cafés e lojas charmosas. Tinha até uma banda de jazz tocando ao ar livre.

Depois fomos ao porto de Sydney, como já falei. É um lugar turístico, mas também local de passeio dos Sydneysiders. É lá que fica a Opera House e a ponte, famosa por ser o lugar donde se estouram os fogos de artifício na virada do ano. Lembra?

Mas até agora, sem dúvida, a melhor surpresa da viagem foi descobrir a vista incrível que se tem do porto e da cidade a partir do escritório.

No mais, é só esperar o resfriado passar e ver se o frio diminui, pra tentar conhecer mais da cidade.