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Eu, Sysadmin - Yves Junqueira

Julho 13, 2008

Prática com teoria

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Yves Junqueira

Eu sou autodidata em computação e isso me atrapalha bastante.

Me formei em Relações Internacionais na UnB mas, por não ter feito graduação em CC, sinto falta de pelo menos dois dos benefícios de se estudar CC em uma boa escola.

Primeiro, saber as referências. Se para um estudante de Ciência da Computação a parte mais fácil é obter uma lista de bibliografia relevante pro curso, pra mim foi a parte mais complicada. Na verdade, eu nunca tinha tido a iniciativa de procurar conhecer melhor os grandes livros e grandes autories. Só de uns anos pra cá é que comecei a ler parte da bibliografia obrigatória dos cursos, e que fui ter uma idéia do quão pouco eu sei.

Eu pensava, por pura ignorância, que já tinha boa parte do conhecimento necessário pra minha profissão. (Isso merece um post separado, sobre “regulamentação da profissão”).

O segundo conhecimento que ainda hoje sinto falta por não ter feito uma boa graduação em Ciência da Computação é a visão geral da área. Entender melhor compiladores, arquitetura e organização de computadores, matemática.

Se por um lado é difícil saber o que estudar e por onde começar, por outro lado é bem mais fácil estudar teoria quando se reconhece sua importância no dia-a-dia. Principalmente quando se trabalha com um monte de gente foda a quem se possa pedir ajuda.

Por isso recentemente estou focando mais as minhas leituras em teoria. Minha primeira aventura é com Computer Architecture: a quantitative approach. Se eu conseguir terminar de ler esse livro, mereço um diploma em ciência da perseverança.

Junho 8, 2008

De volta ao BR, com um Nintendo Wii e um PSP

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Yves Junqueira

Fiquei 2 semanas em Phoenix no Arizona, mais 2 outras em Nova Iorque. Foi minha primeira vez fora do Brasil, então tudo era novidade. Conheci muitos lugares que nunca achei que poderia, como o Grand Canyon e o Central Park de NY.

Apesar de estar trabalhando, consegui aproveitar bastante e fazer muito turismo, mas quem se esbaldou foi a Carla, que aproveitou as férias e ainda blogou.

Aliás, com o preço atual do dólar, talvez muita gente esteja criando coragem para ir aos EUA. E se você por acaso estiver passando por perto (Phoenix, Las Vegas, etc), conheça o GRAND CANYON. A foto ao lado explica melhor do que eu poderia tentar, apesar de só ter noção da beleza do lugar indo lá.

Mas o importante é contar que comprei um Nintendo Wii e um PSP. No Wii ando jogando bastante o Mario Kart Wii, muito divertido. Além de estimular que a gente jogue single-player, para desbloquear campeonatos, personagens e carrinhos, o mais empolgante é o jogo multi-player pela Internet. Dá pra jogar 12 pessoas ao mesmo tempo. É uma bagunça bem engraçada - os humanos são bem mais malvados do que a AI do jogo, daí todo mundo fica atirando em todo mundo e o resultado da corrida é imprevisível até milímetros antes da linha de chegada.

Mas tem uma coisa paia. A Carla fica treinando no Mario Kart enquanto eu tou dormindo (ou blogando, tipo agora), então logo ela vai ficar melhor que eu ;-).

Já no PSP tou viciado no GTA Liberty City Stories. As missões são bem legais, e tou ficando bom no volante finalmente. Ainda não consegui jogar multiplayer, mas logo testo isso com outros donos de PSP lá no trabalho.

Além do GTA, já joguei bastante o Crisis Core: Final Fantasy VII.

O Crisis Core é um “RPG” da SquareEnix de altíssima qualidade e muito divertido. A história se passa poucos anos antes do Final Fantasy VII e segue a tradição dos bons RPG’s de video-game, com ótimo sistema de combate, muitas reviravoltas na história e personagens razoavelmente complexos. Os gráficos são muito bons, e as animações pré-renderizadas são muito bonitas e bem aproveitadas. Esse merece as muitas horas necessárias pra zerar o jogo. Depois conto aqui se consegui ou não (idem pro GTA).

Vídeo bacana do Crisis Core.

Se alguém aí tem o Mario Kart Wii, me adicione pra gente poder jogar depois. Minha licença é: Beavis - 4468-1808-0624. KTHNXBYE!

Abril 10, 2008

“O Homem-urso” e “Na Natureza Selvagem” - vi e quase morri

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Yves Junqueira

* ATENÇÃO: spoiler de leve dos filmes “Grizzly Man” (O Homem-Urso) e “Into the Wild” (Na Natureza Selvagem) *

Carla, além do que você comentou tão bem, outras coisas me chamaram atenção nesse filmes. Primeiro, são estórias bem contadas sobre a morte prematura e acidental de pessoas que realmente existiram. É um tema importante e chocante pra materialistas como eu, mas muito comum e repetitivo no cinema, então vou pular essa parte.

A segunda coisa, que vale apenas pro “Homem-urso“, é que ele realmente me estressou quando assistimos. Me lembro ter ficado horas sem conseguir tirar da cabeça a “cena” apoteótica do final, e talvez eu até hoje me arrependa de tê-lo visto.

O que me marcou é que eu não vi nem ouvi a cena, apenas imaginei, e ainda assim fiquei aterrorizado.

*Atenção: Não leia abaixo se nunca tiver visto o filme, ou se importar com a revelação do final*

No final do documentário, o diretor ouve pela primeira vez, em frente às câmeras porém com fone de ouvido, a uma gravação apenas em áudio feita pelo próprio protagonista. Na gravação, ahhmm… o protagonista do documentário estava sendo engolido por um urso. E o diretor apenas descreve o que está ouvindo.

Só que isso decuplicou o impacto da cena. Primeiro, você mentaliza o áudio que o diretor apenas narra - criando na sua cabeça os berros de desespero do rapaz com a cabeça dentro do urso, da moça gritando desesperadamente, e por aí vai.

Depois disso, ou ao mesmo tempo, você imagina a cena completa, da forma mais aterrorizante possível. O cara sendo engolido, a moça batendo com uma panela na cabeça do urso de (sei lá) 3 metros de altura e tentando puxar o pobre rapaz de dentro do urso!

E pra piorar, era tudo verdade. MEDO!

Os antigos mestres do gênero slasher sabiam muito bem que o pior dos terrores é aquele criado pelo próprio espectador. Em parte por isso até hoje fazem tanto uso de “flashes” de imagens assustadoras, para que não prestemos atenção nos detalhes e apenas preenchamos as lacunas na nossa imaginação (que, como sabemos, é o lar do Satanás!!).

Se um filme me deixou tão chocado ao dar liberdade demais à minha imaginação, imagino que um bom livro de terror deva fazer um estrago ainda maior. Vou ler um desses e ver o barato que dá. :-)

Abril 10, 2008

FISL, voltei procê meu bem!

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Yves Junqueira

Esse ano eu vou ao FISL, e pelo jeito vai ser os bicho. Quase todos meus amigos vão, incluindo vários colegas de trabalho novos (stratus, Pereira, nanda, Pedro, Flavio, Michael) e antigos (kov, Cesar, Wesley, Gabriel, quem mais? O coredump não vai…).

E vai ainda o Railton “nosferatu”, um amigão de IRC (#gamerom) MUITO das antigas - e que finalmente vou conhecer em pessoa. Ai, que emoção. Sniff.

Só que dessa vez vou a trabalho, então preciso exagerar menos nas comemorações da nossa Festa da Padroeira.

Foteenhas em breve, como pediu o Cesar.

Março 2, 2008

1 mês em Beagá e ainda de chinelos

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Yves Junqueira

No último dia 28 de Fevereiro eu completei 1 mês vivendo oficialmente em Beagá e trabalhando no Google. Fiquei tão empolgado com o trampo novo, e tão sem Internet na minha moradia temporária, que acabei ficando um bom tempo sem atualizar o blog. Went bad, peoples!

O trabalho novo superou minhas expectativas, que já eram grandes. Sim, trabalhar no Google é ainda melhor do que todos imaginam :-).

A impressionante decoração do escritório, meu monitor de 30″, os video-games e a comida deliciosa são coisas legais, mas eu não teria me mudado de cidade só pra ficar jogando Wii e comendo picolé à vontade. Ou talvez sim. ;)

As coisas fantásticas e pioneiras que fazemos no dia-a-dia de trabalho são únicas no Google, mas também não é isso o principal.

O que me surpreendeu mesmo no Google foram as pessoas. Todos são felizes por trabalhar ali, fazem bem o que fazem, e o melhor, cada um tem personalidade unicamente interessante e divertida. Poder trabalhar e conviver com esse povo é que tá sendo o melhor até agora.

Pra terminar, o emprego mudou, mas continuo trabalhando com os mesmo ’sapatos’ de antigamente.